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Ainda não há confirmação, mas tudo indica que a nova Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica (SIM-P), que tem preocupado médicos em todo o mundo, pode estar associada ao coronavírus. Isso porque, conforme observado até o momento, só desenvolve a doença quem já se infectou ou teve contato com pessoas infectadas pela Covid-19. Ao todo, já são mais de 600 casos da SIM-P confirmados em todo o mundo.

De acordo com último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde, no Brasil, até o final de agosto, foram registrados 197 casos da doença, sendo 9 óbitos, em crianças e adolescentes com idade entre de 0 e 19 anos. Desses, 58,4% são do sexo masculino, com 38,1% dos registros nas faixas etárias de 0 a 4 anos e 33%, de 5 a 9 anos. Entre os óbitos, 64,3% foram registrados entre as crianças de 0 a 4 anos. O estado do Ceará lidera com o maior número de casos, sendo 41 confirmados até o momento.

Com manifestações clínicas semelhantes à doença de Kawasaki típica, Kawasaki incompleta e/ou síndrome do choque tóxico, a SIM-P tem como os sintomas mais frequentes: febre persistente, pressão baixa, conjuntivite, manchas no corpo, diarreia, dor abdominal, náuseas, vômitos, comprometimento respiratório, entre outros.

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De acordo com a infectologista pediátrica e coordenadora da Residência de Infectologia Pediátrica do Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), Andrea Lucchesi de Carvalho, até agora, a unidade teve seis casos confirmados da doença. “A maior parte dos jovens que desenvolvem a doença são paciente graves, que necessitam de internação em enfermarias ou em Unidade de Terapia intensiva (UTI), podendo necessitar de medicações venosas para modular a resposta inflamatória e de medicações para tratamento da disfunção cárdica e choque”, explica. Ainda segundo ela, na grande maioria dos casos, a internação dura cerca de uma semana, podendo, em alguns casos, deixar sequelas, principalmente se tiverem comprometimento do miocárdio ou das artérias coronarianas, podendo causar aneurismas de coronária e aumentando o risco de infarto precoce.

A médica ainda faz um alerta: “viu que a criança não está bem, apresenta febre prolongada, está desanimada, cansada, com dores no corpo, com dificuldade de realizar as atividades habituais e se recusando a alimentar, leve o mais rápido possível ao hospital mais próximo”, afirma “Quanto mais rápido o diagnóstico e, consequente início do tratamento, maior as chances de sucesso na recuperação e menor o risco de sequelas”, conclui Andrea.


Por Aline Castro Alves

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