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Além de fundamental para este momento de enfrentamento do coronavírus em Minas Gerais, os constantes investimentos em hospitais de estruturas permanentes são um legado que a pandemia deixará para o Sistema Único de Saúde (SUS) do estado. Em quatro meses de pandemia, o Governo de Minas já repassou pouco mais de R$ 1 bilhão para estruturar a assistência de saúde nos municípios mineiros.

Estruturar a rede pública é a prioridade do governo, tanto como estratégia para enfrentamento da doença no estado quanto como ação de responsabilidade fiscal. “Seria um disparate do Governo de Minas se não utilizasse esse momento com responsabilidade fiscal para estruturar as unidades de Saúde mineiras. O que foi investido ficará para a assistência dos mineiros quando essa pandemia acabar”, ressalta o secretário adjunto da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Marcelo Cabral.

O montante investido pelo Estado é referente a compras de equipamentos, insumos e aparelhos fundamentais para uma melhor condição de atendimento.  Minas adquiriu 1.047 respiradores que estão sendo repassados aos prestadores por meio de termo de cessão. Com o fim da pandemia, é possível que esses aparelhos retornem para o Estado e sejam repassados para unidades de saúde que atendam o SUS em Minas.

Além deles, foram comprados monitores e cardioversores com marcapasso. Com esses equipamentos, foram gastos R$ 58.729.851,86. Para compras de insumos – como kit de testagem, álcool em gel, luva, touca e máscara – foram gastos pelo Estado R$ 51 milhões

Apoio federal

Na última terça-feira (14/7), foi publicada, no Diário Oficial de Minas Gerais, resolução SES-MG com os valores e destinação detalhada de recursos federais. No documento é informado o repasse de R$ 86.066.335,65 para os hospitais filantrópicos, sendo que desses, R$ 83.083.007,67 são destinados às entidades beneficiadas sob gestão estadual. São mais de 100 unidades, entre hospitais e santas casas de misericórdia, que vão receber o auxílio.

Os outros R$ 2. 983.327, 98 estão sendo repassados para os municípios de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e Timóteo, no Vale do Aço. Foram destinados R$ 682.037,74 ao Hospital Nossa Senhora de Lourdes, de Nova Lima. Para o Hospital Vital Brazil, de Timóteo, o recurso foi na ordem de R$ 2.301.290, 24. Excepcionalmente, conforme informa a resolução, os valores serão transferidos aos respectivos Fundos Municipais de Saúde.

Hospital de Campanha

Desde março, quando foi decretada a pandemia no Brasil, o Governo de Minas adotou a estratégia de primeiro estruturar a sua rede de assistência.  Assim, o Hospital de Campanha, no Expominas – já em operação desde segunda-feira (13/7) -foi criado como reserva técnica para evitar a saturação do sistema de Saúde no estado, a ser acionado em momento adequado.

O complexo tem como finalidade criar condições aos hospitais convencionais para atender sobretudo os casos graves e que precisam de Centro de Terapia Intensiva (CTI). Em caso de lotação das enfermarias das unidades convencionais da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) poderão ser solicitadas ao Hospital de Campanha vagas de clínica médica para finalização dos tratamentos.

“Fizemos o que foi possível fazer para ampliar a nossa rede própria, deixando os hospitais de campanha como último caso”, observa a diretora de Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência da SES-MG, Monique Fernanda Felix Ferreira.

Investimento

A unidade não está incluída no investimento de cerca de R$ 1 bilhão já repassados para hospitais, municípios e unidades de saúde. Para ela foram investidos, neste primeiro momento, R$ 5,3 milhões, por meio de recursos públicos e privados. Deste total, R$ 4,5 milhões foram recebidos em doações financeiras por meio de parcerias.  A operação do Hospital de Campanha será financiada com recursos do Governo de Minas.

10 UTIs por dia

Em pouco mais de 100 dias, foram criadas em Minas Gerais mais de dez UTIs por dia, resultando em uma ampliação de mais de 60% quantidade de leitos de terapia intensiva disponível.  Em fevereiro, antes de ser decretada a situação pandêmica no Brasil, havia no estado 2.072 leitos de UTI e, atualmente, já são 3.354 leitos funcionais. As unidades representam um trabalho conjunto entre os governos federal, estadual, municipal e dos prestadores de serviço.

Segundo explica Monique Ferreira, foram muitos os investimentos na ampliação de leitos. Ela cita, por exemplo, o pagamento excepcional da parcela do programa Pro-Hosp, no valor de R$ 71 milhões pelo Governo de Minas.  Somado a isso, houve também o pagamento de R$ 1,6 mil por diária dos leitos de UTI credenciados em Minas e habilitados pelo Ministério da Saúde. “Esses leitos de UTI são, neste momento, para covid, e depois serão reaproveitados pelo SUS mineiro”, destaca a diretora.

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