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Uma das ginastas brasileiras mais completas da atualidade, Rebeca Andrade renovou seu vínculo com o Flamengo no início do ano passado visando o projeto para as Olimpíadas de Tóquio, adiadas para 2021. Nascida em Guarulhos (SP), a rubro-negra teve uma infância difícil e seu início na ginástica artística aconteceu de forma casual. Após enfrentar diversos obstáculos, Rebeca é hoje reconhecida mundialmente, conseguindo obter desempenhos excelentes em todos os aparelhos.

A série ‘A Estrada para o Flamengo’ desta semana conta a trajetória da pequena ginasta que, com muita garra e força de vontade, superou desafios na infância para se tornar uma superatleta, encantando a todos por suas exibições, tanto pela Seleção Brasileira quanto pelo Mais Querido.

Rebeca Andrade
– Modalidade: Ginástica Artística
– Nascimento: 08/05/1999
– Altura: 1,54m
– Naturalidade: Guarulhos, SP

Foto: Marcelo Cortes / Flamengo
Foto: Marcelo Cortes / Flamengo

O início
Nascida em Guarulhos (SP) e filha de uma empregada doméstica, junto com mais sete irmãos, Rebeca teve uma infância bastante difícil. Por ter muita energia, sua tia resolveu levá-la ao Ginásio Bonifácio Cardoso, local onde trabalhava, e com apenas quatro anos de idade a menina deu os primeiros passos na modalidade. Na época, seu meio de transporte para chegar aos treinos era a bicicleta. Rapidamente, Rebeca Andrade foi apelidada de ‘Daiane dos Santos 2’ por sua desenvoltura nos aparelhos.

Principais conquistas
Em 2012, quando tinha 13 anos, Rebeca brilhou em seu primeiro campeonato como profissional. A jovem se tornou campeã do Troféu Brasil de Ginástica Artística, superando grandes nomes da modalidade nacional, como Jade Barbosa e Daniele Hypólito.

Três anos depois, Rebeca Andrade fez sua estreia em competições internacionais com a Seleção Brasileira. Ela ficou com a medalha de bronze nas paralelas assimétricas, na Copa do Mundo de Ginástica, em Ljubjana, na Eslovênia. Já em maio de 2017, a atleta conquistou seu primeiro ouro em competições adultas, após vencer a prova de salto sobre a mesa na etapa de Koper, também na Eslovênia. No mesmo ano, Rebeca repetiu o feito e garantiu dois ouros em Varna, na Bulgária, no salto sobre o cavalo e nas barras assimétricas.

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Em 2018, a ginasta disputou mais uma etapa da Copa do Mundo, em Cottbus, na Alemanha, e assegurou mais dois ouros: no salto sobre o cavalo e na trave. No ano seguinte, em Stuttgart, também em território germânico, Rebeca conquistou o primeiro lugar na disputa por equipes.

Chegada ao Flamengo
Em 2011, quando ainda treinava em Curitiba-PR, Rebeca recebeu o convite do técnico da Seleção Brasileira, Francisco Porath, para treinar no Rubro-Negro. Na época, Porath se tornaria treinador do clube e trouxe a atleta para fazer parte da equipe rubro-negra Juvenil. Após nove anos de Flamengo, Rebeca estendeu seu contrato visando o projeto para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, adiados para 2021.

Principais conquistas com o Manto Sagrado
Representando as cores rubro-negras, Rebeca Andrade brilhou no Troféu Brasil de 2014. A ginasta garantiu a primeira colocação no individual geral, na prova das paralelas assimétricas e no solo.

Às vésperas das Olimpíadas do Rio 2016, a rubro-negra representou a Seleção Brasileira na etapa de São Paulo da Copa do Mundo. A atleta chegou às finais das barras assimétricas e da trave, levando para casa a prata e o bronze, respectivamente. Já nos Jogos Olímpicos, Rebeca terminou em 11º lugar no individual geral e 8º na competição por equipes. Antes, a ginasta já havia conquistado duas pratas na etapa de Portugal da Copa do Mundo, na trave e no solo.

Com o adiamento das Olimpíadas de Tóquio para o próximo ano, Rebeca Andrade terá um período maior de preparação para tentar garantir a classificação. Cumprindo a quarentena, a rubro-negra vem realizando atividades para fortalecer seu joelho e manter a forma física.

A rubro-negra quer estar 100% para a volta das competições e terá pela frente a disputa do Campeonato Pan-Americano, ainda sem data definida, para conquistar a tão sonhada vaga olímpica.

As equipes de ginástica artística do Clube de Regatas do Flamengo contam com recursos de seus patrocinadores – AmBev, Rede D’or, IRB Brasil RE, CSN, Brasil Plural, EY – via Lei de Incentivo Federal/Ministério do Esporte (IR), além de apoio do Comitê Brasileiro de Clubes (CBC) proveniente da descentralização de recursos oriundos da Lei Pelé.

Por Rômulo Paranhos – em 09/06/2020 às 16:03

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