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Publicado em 18/06/2020 – 15:42 Por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil – São Paulo

As regiões de Campinas e de Sorocaba, no interior paulista, estão gerando preocupação no governo paulista pelo aumento da quantidade de internações em leitos destinados para o tratamento de covid-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) para tratamento de coronavírus em hospitais públicos da região de Campinas está em cerca de 74%, enquanto em Sorocaba chega a 83%.

“Hoje nós apresentamos esses dados crescentes na taxa de ocupação das duas regiões com muita preocupação”, disse Vinholi. “E quando analisamos apenas as cidades de Campinas e de Sorocaba, os números são mais preocupantes ainda”, disse. O secretário ressaltou que a taxa de internação de leitos de UTI na cidade de Campinas cresceu 104% nos últimos sete dias, na comparação aos sete dias anteriores. Já na cidade de Sorocaba, o crescimento nos últimos sete dias foi de 127%.

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Para tentar diminuir a taxa  nas duas regiões, o governo encaminhou nesta semana 65 respiradores para Campinas e 25 para Sorocaba. Cada respirador significa um novo leito para tratamento de covid-19. “Até sábado, vamos encaminhar mais 50 respiradores para as duas regiões, ampliando a capacidade hospitalar e mantendo vagas de UTI para todos.”.

As duas regiões estão classificadas na fase 2- laranja, chamada de controle, do Plano São Paulo, da retomada econômica do estado. O plano é regionalizado e dividido em cinco fases. Na fase laranja, as regiões podem reabrir serviços como shoppings, comércio de rua, concessionárias e escritórios, desde que limitem o acesso a 20% do total de público e a quatro horas o seu período de funcionamento diário.

Caso Campinas e de Sorocaba continuem apresentando crescimento de internações por covid-19, aumento no número de casos ou óbitos pela doença, essas regiões poder voltar a serem classificadas na fase 1- vermelha, de alerta máximo, ou seja, terão que se manter em quarentena, sem poder abrir quaisquer serviços que não sejam considerados essenciais.

Crescimento no interior

Segundo o governo paulista, o número de casos de coronavírus e de outros indicadores, como óbitos e internações, vêm crescendo no interior do estado, enquanto mantém certa estabilidade na região metropolitana paulista. “O número de novas internações está bastante estável. Ontem, a média dos últimos sete dias, em comparação aos sete dias anteriores, ficou praticamente igual, com 1% de acréscimo de internações”, disse o secretário.

Edição: Maria Claudia

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