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Dados do Ministério da Saúde mostram que 20 milhões de brasileiros são considerados fumantes. No país, 12,3% dos homens e 7,7% das mulheres ainda têm o hábito de fumar, prática que, segundo especialistas, pode se intensificar durante o período de isolamento social. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) calcula que o tabagismo causa a morte de mais de mil pessoas por dia. Pensando nisso, a SBC criou uma ferramenta de aconselhamento pela internet para pessoas que querem largar o cigarro. 

A plataforma funciona como um “chatbot”, ou seja, uma ferramenta que dá respostas pré-definidas para as perguntas digitadas, simulando uma conversa real. Entre as informações disponíveis, o assistente virtual orienta como reduzir o consumo de cigarro e seguir para o fim do uso da droga. Ele também dá dicas sobre a forma correta de se usar adesivos e chicletes de nicotina no processo de se parar de fumar.

A coordenadora de ações relativas ao tabagismo da SBC, Jaqueline Scholz, explica que a ação foi pensada justamente devido ao período da pandemia do novo coronavírus.

“O fumante tem uma chance maior de ter uma infecção porque absorve uma carga viral mais elevada. Adicionalmente, fumar aumenta a resposta inflamatória do organismo o que, no caso do covid-19, é um agravo. Isso faz com que o fumante tenha uma chance maior de ser entubado e risco maior de morte também”, explica.

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Além de enfraquecer o sistema imunológico, o tabagismo é um fator de risco para cerca de 50 doenças, muitas que podem levar a morte, segundo as autoridades sanitárias. Muitas dessas doenças crônicas são fatores de risco para a Covid-19, como problemas respiratórios, diabetes, câncer e problemas cardiovasculares. Fumantes têm o triplo de chance de sofrer um AVC, ou ter doença isquêmica do coração e doença vascular periférica, e de 12 a 13 vezes mais risco de ter doença pulmonar obstrutiva crônica.

De acordo com um estudo feito pelo Centro de Pesquisa e Educação para Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, fumantes têm mais do que o dobro de chances de ter complicações devido à Covid-19 do que não fumantes.

Os dados do Ministério da Saúde mostram que entre 2006 e 2019, houve redução de 37,6% no índice de tabagismo no Brasil. Mas a coordenadora-geral de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis do Ministério da Saúde, Luciana Sardinha, alerta que essa queda tem diminuído de velocidade.

“Nos últimos anos, de 2017, 18 e 19, nós começamos a perceber uma estabilidade desses dados. Então, isso nos preocupa porque a gente imagina que tenha a ver com esses novos dispositivos para consumir tabaco, não só o fumo”, explica.

Para acessar a plataforma e se informar sobre como parar de fumar, basta acessar o site da Sociedade Brasileira de Cardiologia no endereço www.portal.cardiol.br.

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